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Reforma Tributária: 5 perguntas cruciais para fazer ao seu contador

15/09/2026

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Os pequenos negócios vivem um período de adaptação às novas regras da Reforma Tributária — movimento que exige uma parceria mais próxima e estratégica com o contador da empresa. Para o analista de Competitividade e especialista em Direito Tributário do Sebrae Nacional, Edgard Fernandes, a transição fiscal muda o papel desse profissional dentro das empresas.

“O contabilista passará de mero emissor de nota, guias e livros para participar ativamente do planejamento e da gestão da empresa. Terá papel preponderante para a decisão de qual regime escolher, como preencher corretamente os documentos fiscais e, assim, fornecer um trabalho de planejamento tributário e operacional amplo, com foco no menor custo e na maior competitividade da empresa”, pontua Edgard.

Para apoiar os donos de pequenos negócios nessa jornada, a Agência Sebrae de Notícias (ASN) reuniu cinco perguntas que todo empreendedor deveria levar ao seu contador.

1. Qual é o melhor regime para o meu negócio?

Com as mudanças trazidas pelo IBS e pela CBS, a escolha automática pelo Simples Nacional nem sempre continuará sendo a única ou a melhor opção para micro e pequenas empresas. Dependendo do modelo de negócio (B2B ou B2C) e da geração de créditos tributários para os clientes, o Lucro Presumido ou o regime regular podem se mostrar mais vantajosos. Cabe ao contador fazer simulações de cenários para identificar a opção de menor custo e maior apelo comercial.

2. Quais os códigos corretos para minhas notas fiscais?

A classificação fiscal correta de mercadorias e serviços será a base para o cálculo dos novos tributos e para a geração de créditos. Vale perguntar quais códigos passam a valer para o catálogo da empresa, incluindo CST (Código de Situação Tributária), Classtrib (Classificação Tributária), NBS (Nomenclatura Brasileira de Serviços) e NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul). Erros nessa etapa podem gerar dupla tributação ou penalidades.

3. Meu sistema está preparado para IBS e CBS?

A tecnologia será o braço operacional da reforma. O empreendedor precisa confirmar com a contabilidade se o software emissor de notas fiscais já passou pelas atualizações necessárias e se consegue calcular e destacar o IBS e a CBS nas operações do dia a dia.

4. Qual o valor do meu produto ou serviço sem os impostos?

O novo modelo exige mais transparência na precificação. É preciso saber com clareza como o preço se forma “por dentro” e “por fora” do tributo. A conversa com o contador deve incluir como destacar o valor líquido do produto ou serviço e como a nova carga afeta a margem de lucro e o preço final praticado no mercado.

5. Qual a data e o valor dos tributos que vou pagar?

O calendário e a dinâmica de recolhimento mudam com o novo sistema e com a entrada do split payment — o recolhimento automático do imposto no momento da transação. Entender o novo fluxo de caixa, as datas de vencimento das guias unificadas e a projeção dos valores a pagar é indispensável para evitar surpresas na gestão financeira do negócio.


Fonte: Com informações de Agência Sebrae